Pfizer oferece vacina a governo brasileiro por valor menor que o pago pelos EUA por dose

sábado, novembro 14, 2020



A multinacional farmacêutica
Pfizer
não revelou ainda que preço o Brasil pagaria por sua vacina de
COVID-19 caso o governo venha adquirí-la, mas afirmou que o valor seria menor do que aquele que os Estados Unidos pagaram por dose. No momento não poderíamos liberar o preço da vacina porque estamos em negociação com o governo brasileiro, mas podemos dizer que a companhia definiu três níveis de preços, explicou na tarde desta teça o presidente da divisão brasileira da
Pfizer
, Carlos Murillo, em seminário promovido pela
Academia Nacional de Medicina
(ANM).

Há um preço para países desenvolvidos, como EUA e os europeus, um preço intermediário para os países de renda media, onde entra o Brasil, e um preço para os países menos desenvolvidos. A vacina contra as infecções do COVID-19 da empresa revelou resultados preliminares promissores nesta semana, com 90% de eficácia, mas ainda não concluiu os testes. O ensaio clínico envolve 44 mil pacientes no mundo, parte deles no Brasil, na Bahia e em São Paulo.

Em julho, o governo americano fechou acordo com a
Pfizer
e a
Biontech
, parceira no desenvolvimento da vacina, que prevê o repasse de
100 milhões de doses em troca de US$ 1,95 bilhão. Um pedido de uso emergência do produto já está tramitando no país, e a empresa quer começar a vacinar pessoas já em dezembro. Segundo a multinacional, porém, a capacidade de produção da empresa neste ano será de apenas 50 milhões de doses, apenas uma fração daquelas já contratadas por EUA e outros países, levando em conta que o imunizante requer duas doses.

O Brasil, caso feche um acordo de aquisição da vacina, provavelmente só começaria a receber doses no ano que vem. A
Pfizer
espera ampliar sua capacidade de produção do produto para entregar 1,3 bilhão de doses em 2021. O governo federal já fechou acordo com outra farmacêutica, a AstraZeneca, para produção no Brasil de uma vacina de COVID-19 que também ainda não concluiu os testes. O produto seria produzido em Manguinhos. O governo de São Paulo fechou acordo similar com a chinesa Sinovac, para produção no
Instituto Butantan
.

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