Governo diz ter acordos para acesso a 142 milhões de doses de vacina

domingo, novembro 22, 2020



Ministério da Saúde
afirma que negocia com cinco laboratórios a aquisição dos insumos para vacinação contra a COVID-19.




O Brasil alcançou a previsão de acesso a 142,9 milhões de doses de vacina contra as infecções do novo coronavírus em acordos contratuais, informou o
Ministério da Saúde
neste domingo (22/11). Na última semana, a pasta realizou encontros com cinco laboratórios farmacêuticos que desenvolvem vacinas –
Pfizer
, Janssen, Bharat Biotech, Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e Moderna. Os acordos foram complementadas reuniões realizadas entre os técnicos do governo e os representantes dos laboratórios.
Os laboratórios já aderiram ou estão pleiteando adesão ao consórcio internacional de vacinas (Covax Facility).

Nesses encontros, a pasta buscou informações sobre o desenvolvimento dessas vacinas, sua segurança e eficácia, além de aspectos logísticos para operacionalizar sua distribuição. A Saúde agora deverá assinar cartas de intenção não-vinculantes com as empresas para permitir uma futura aquisição de doses, conforme o escalonamento de entrega oferecido e após cumpridos os devidos protocolos, tais como o registro na
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
, o estabelecimento de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos e a recomendação de incorporação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS -
CONITEC
.

Segundo o ministério, série de premissas precisa ser analisada antes da compra – como a segurança; a eficácia; a capacidade de produção em escala; a oferta em tempo oportuno para inserir as vacinas no Programa Nacional de Imunizações (PNI); o preço proposto para a incorporação; as condições logísticas oferecidas e a aprovação pela
ANVISA
.

O
Ministério da Saúde
esclarece que a definição dos grupos prioritários a serem vacinados dependerá dos resultados finais dos estudos de fase III das vacinas, os quais deverão confirmar a segurança e eficácia para cada grupo a ser considerado. Quando a vacinação ocorrer, ela deverá ser voluntária. O governo afirma que segue acompanhando 270 estudos de vacinas no mundo.

CoronaVac

Os encontros acontecem após a possível compra da vacina fabricada por um laboratório chinês em parceria com o
Instituto Butantan
, ligado ao governo de
São Paulo
, tornar-se polêmica. O ministério negociou a aquisição de lotes, mas o presidente Jair Bolsonaro negou que a compra será realizada.

Bolsonaro vem afirmando que o governador de São Paulo,
João Doria
(PSD/SP)
, tenta tirar proveito político da crise com vistas às eleições de 2022. Doria, por sua vez, afirma que
Jair Messias Bolsonaro
politiza o tema.

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