As sondagens empurram Biden para a Casa Branca, mas Trump pode surpreender e ser reeleito

terça-feira, novembro 03, 2020



Nesta terça-feira (03/11), por esta hora, é normal que não saibamos quem será o próximo Presidente dos EUA. Mas, como 2020 nunca foi um ano dado a essas coisas da normalidade, também é possível que não haja vencedor na madrugada de quarta-feira (04/11). Nem na tarde de quinta-feira (05/11). E assim sucessivamente.

Vamos por partes

Se as sondagens acertarem em cheio (e pouca gente tem fé nisso; primeiro porque são sondagens, e depois porque 2016), os principais canais de televisão nos EUA vão anunciar relativamente cedo que Joe Biden é o Presidente eleito. Atenção a estados como a Florida, Georgia e Carolina do Norte, que estão entre os primeiros a anunciar resultados (nunca antes da meia-noite em Portugal continental). Se Biden vencer nestes três estados, só o choque de um asteróide contra o planeta Terra o impedirá de celebrar a chegada à Casa Branca.

Depois disso, pode até acontecer uma goleada: Biden está à frente na média das sondagens em outros estados que
Donald J. Trump
venceu em 2016, como o Michigan, o Wisconsin, a Pensilvânia, o Arizona e a Georgia. E há quem diga que até o Texas pode cair na coluna do Partido Democrata.

A vantagem de Biden é que ele não precisa de uma goleada para ser eleito. Se ganhar no Michigan e no Wisconsin (os dois estados que Trump ganhou em 2016 e onde Biden tem mais vantagem nas sondagens este ano), basta-lhe não perder nenhum dos estados que Hillary Clinton venceu há quatro anos e depois juntar apenas mais um de uma longa lista (Florida, Georgia, Carolina do Norte, Pensilvânia, Ohio, Texas).

O problema de Biden é que as sondagens não nos dizem tudo, como ficámos a saber na eleição de 2016. Escondidos naquelas montanhas de percentagens podem estar pormenores que nos escapam. Há quatro anos, escapou-nos que grande parte do eleitorado branco e com poucos estudos (por exemplo, na Pensilvânia) tinha virado as costas ao Partido Democrata. Para o caso de a eleição se decidir na Pensilvânia, o Partido Republicano tem vindo a preparar uma ofensiva nos tribunais que pode vir a revelar-se um pesadelo num país profundamente dividido.

Em causa estão milhares de votos por correspondência na Pensilvânia, que vão ser recebidos até à tarde de sexta-feira. Se o resultado for renhido, é possível que o Supremo Tribunal dos EUA venha a decidir sobre se esses votos são válidos ou se devem ser atirados para o caixote do lixo. E, no Texas, um juiz federal vai também decidir o futuro de 127 mil votos que foram postos em urna numa secção drive-in.

À partida, a maioria dos votos que podem estar em causa na Pensilvânia e no Texas são em Joe Biden, porque os eleitores do Partido Republicano optaram por guardar o seu voto para o dia da eleição. Se tudo correr bem (se houver um vencedor claro e se ninguém contestar os resultados), a tomada de posse do próximo Presidente dos EUA está marcada para 20 de Janeiro de 2021.

Seja quem for o vencedor, será o mais velho de sempre:
Donald J. Trump
terá 74 anos e Biden terá 78 anos. O detentor do recorde é Trump, que tinha 70 anos quando tomou posse, em Janeiro de 2017.
Para acompanhar as notícias sobre a eleição presidencial nos EUA, pode seguir este link até ao especial do PÚBLICO.

Para confirmar que não estamos a exagerar nas vantagens de Biden, aqui fica o link para a média das sondagens no site Real Clear Politics. E aqui, no site 270towin.com, pode brincar com o mapa eleitoral dos EUA e antecipar o resultado final da eleição presidencial.


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