ANVISA concedeu certificações de boas práticas à farmacêutica chinesa Sinovac

quinta-feira, outubro 22, 2020

 








No centro da polêmica envolvendo o presidente da República
Jair Messias Bolsonaro
e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), a Sinovac — empresa chinesa à frente da produção de uma das possíveis vacinas contra a COVID-19 em fase de testes no território brasileiro — recebeu, em julho, duas certificações da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
, atestando Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos.
Em publicação no Diário Oficial da União do dia 1º de julho de 2020, o laboratório ganhou da agência o certificado por conta dos "insumos farmacêuticos de ativos biológicos para a vacina adsorvida Hepatite A (inativada)".

Oito dias depois, o segundo foi concedido pelas soluções parenterais de pequeno volume com preparação asséptica. O Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), segundo o próprio site da Anvisa, é um documento que atesta a qualidade do processo de produção e o cumprimento da legislação em vigor no Brasil. A agência verifica se as condições de fabricação seguem as normas em todas as suas etapas. O documento emitido para as requerentes vale para aquele determinado local e indica a condição de manufaturar produtos com qualidade, de forma estável.

Entenda

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na última quarta-feira (21/10), que “já mandou cancelar” o protocolo de intenções para a aquisição de 46 milhões de doses da vacina chinesa Coronavac firmado pelo Ministério da Saúde com o governo de São Paulo e o Instituto Butantan. A declaração foi feita após o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciar aos governadores que assinou o protocolo de intenções para adquirir o produto chinês Coronavac.

A Coronavac é apadrinhada pelo governador João Doria e está na fase final de ensaios clínicos e será fabricada pelo Instituto Butantan assim que provar a eficácia e segurança e obter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na mesma etapa, está a vacina Oxford/AstraZeneca. De acordo com o calendário de João Doria, a vacina chinesa estaria disponível para a população ainda em dezembro deste ano. As doses da vacina de Oxford/AstraZeneca, asseguradas pelo governo federal chegariam a partir de janeiro, conforme o Ministério da Saúde vem divulgando.

A desistência de Bolsonaro em fechar acordo com o Instituto Butantan e o laboratório chinês deve fazer com que o país tenha menos doses disponíveis para começar a imunização da população contra a COVID-19 em 2021. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, o embate político e a desinformação sobre as vacinas estão impactando negativamente a saúde coletiva. "São coisas que deveriam ser científicas e não políticas", afirmou 


Fonte: Metrópoles

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