Médica defende cloroquina, critica estudos e diz que aceitaria ser ministra

segunda-feira, maio 18, 2020



Cotada para assumir o Ministério da Saúde, a médica oncologista e imunologista Nise Yamaguchi voltou a defender o uso da cloroquina para tratar casos de COVID-19. Mesmo sem apresentar provas, ela criticou estudos que mostraram a toxicidade da substância e afirmou que a opinião do presidente Jair Messias Bolsonaro sobre o uso do medicamento se baseia em estudos. "Ele não teve essa posição por minha causa, foi a partir de conversas que ele teve com setores que tratam disso. Ele recebeu estudos importantes", disse a médica em entrevista ao UOL, sem citar porém quais seriam esses estudos.

"Aparentemente, o número de mortes no Brasil é grande, mas vejo pouca gente querendo tratar", afirmou Nise ao UOL. "Vários médicos estão tomando hidroxicloroquina. A gente precisa considerar que o fato de você ter a oportunidade de trazer o paciente para uma situação menos grave", acrescentou. Durante a entrevista, a médica citou que há um estudo do The New England Journal of Medicine que mostraria que a toxicidade da hidroxicloroquina é baixa.

No entanto, a mesma publicação divulgou o maior estudo com mais de 1.300 pessoas apontando que o uso da substância é ineficaz contra o novo coronavírus. Além de defender o uso da cloroquina, Nise defendeu o afrouxamento das regras de isolamento social. "Praias vazias, sendo que se pode ser distanciamento de 2 metros, parques. Aumentou suicídio, violência doméstica, depressão. Uma pessoa sozinha jamais conseguiria resolver. Não é só cloroquina, é muito mais que isso", disse ao UOL.

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