Dia Internacional da Enfermagem: 200 anos de coragem e cuidado

terça-feira, maio 12, 2020

Florence Nightingale, pioneira da enfermagem, lembrada em tempos de coronavírus



Seu nome é sinônimo de atenção e cuidados: Florence Nightingale (Florença, 1820 – Londres, 1910) foi a primeira enfermeira profissional da história. É considerada a fundadora desse ofício dedicado a curar e cuidar, mas sobre as bases de uma organização hospitalar em que foi pioneira, criando as primeiras escolas de enfermaria, onde se estudava com material didático que ela mesma elaborava. Essa enfermeira britânica viveu aqueles tempos de obscuro puritanismo travando batalhas de mulher em várias frentes ao mesmo tempo.

A primeira delas foi a que ganhou da sua mãe para que lhe permitisse estudar matemática, que depois aplicou às estatísticas hospitalares, até então inexistentes. A seguinte foi conseguir que sua família respeitasse seu “não” taxativo ao casamento, que era o destino natural (e único) de qualquer moça burguesa de família protestante no século XIX: solteira e rebelde, viajou e se formou como pôde na prática dos asilos e internatos. E a batalha definitiva ela travou como enfermeira nos hospitais de campanha da guerra da Crimeia (entre 1853 e 1856), onde atuou como líder de uma delegação feminina (na qual havia freiras católicas com experiência e profissionais inexperientes) recrutada pelo Governo britânico para assistir os feridos naquela sangria sobre o que hoje é solo turco. "Assim sofrem aqueles que abrem caminhos; assim caem aqueles que se lançam ao vazio; mas estendem uma ponte para que outros a cruzem", escreveu anos depois, já como superintendente do hospital de Escutari (Istambul), durante a guerra da Crimeia. 




Nessa luta —a primeira narrada do campo de batalha por um correspondente— reconheceu-se o necessário trabalho das enfermeiras pela dedicação e a coragem de uma visionária como Nightingale, cujo trabalho começou a convencer os médicos, por exemplo, a lavarem as mãos entre uma cirurgia e outra. E daquela guerra levou também o apelido de Dama da Lanterna, por seu costume de fazer rondas noturnas consolando os doentes. Algo que seria mencionado inicialmente em um artigo do The Times de 1855, e uma alcunha que depois apareceria no poema Santa Filomena, de Henry Wadsworth Longfellow. 

Voltou para sua casa em Londres quando o último ferido estava a salvo, e se confinou para escrever e ensinar. Agora, a cada 12 de maio, coincidindo com seu nascimento, celebra-se o Dia Internacional da Enfermagem.


Fonte: EL PAÍS

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